Jesus quis dizer que tudo o que ele disse é digno de confiança e vai se cumprir. Até o céu e a terra, que parecem tão permanentes pra nós, podem passar. As palavras dele, não (Mateus 24:35).
Essa afirmação aparece numa conversa sobre acontecimentos difíceis e sobre a sua vinda. Pouco antes, Jesus usa a figueira como exemplo: quando suas folhas aparecem, as pessoas sabem que o verão está perto. Do mesmo modo, seus discípulos deveriam prestar atenção ao que ele havia anunciado (Mateus 24:32-34). Então ele afirma que suas palavras não passarão. O ponto é: mesmo que o mundo como o conhecemos mude, nada do que Jesus disse deixará de ser verdadeiro ou ficará sem cumprimento.
Isso não quer dizer apenas que seus ensinamentos seriam lembrados por muito tempo. Quer dizer algo mais forte: podemos confiar neles. Jesus poderia anunciar acontecimentos futuros com essa certeza porque suas palavras têm a autoridade de Deus. A Bíblia já dizia que a palavra de Deus permanece, mesmo quando tudo o que vemos é passageiro (Isaías 40:8). Em Mateus 24:35, Jesus fala com essa mesma firmeza sobre as próprias palavras.
Também não precisamos concluir, a partir desse versículo sozinho, exatamente *como* o céu e a terra passarão. Outras passagens falam do fim da ordem atual e da promessa de novos céus e nova terra (2 Pedro 3:10-13; Apocalipse 21:1). Mas, nessa conversa, Jesus não está tentando explicar cada detalhe do futuro da criação. Ele está mostrando o quanto suas palavras são certas.
Por isso, Mateus 24:35 é ao mesmo tempo um alerta e um consolo. Um alerta, porque não devemos tratar como incerto aquilo que Jesus afirmou. E um consolo, porque, mesmo diante de mudanças e dificuldades que não controlamos, podemos confiar no que ele prometeu.