Militarismo é dar às forças armadas um lugar de grande importância na vida de um país. Isso pode aparecer no investimento em um exército forte e na admiração por quem serve nele. Num sentido mais forte, a palavra descreve uma sociedade que passa a confiar demais no poder militar ou a tratar a guerra como uma solução normal para seus problemas.
Respeitar soldados não é, por si só, militarismo. Um país pode reconhecer o trabalho de quem o defende sem achar que o exército deve comandar suas decisões ou que a força resolve tudo. Também não devemos confundir *militarismo* com *militância*: uma pessoa pode defender suas ideias de maneira agressiva sem ter nenhuma ligação com as forças armadas.
E o que a Bíblia diz? Ela não usa a palavra “militarismo” nem estabelece quanto um país deve gastar com defesa. Mas oferece princípios importantes. Romanos 13:1-4 reconhece que as autoridades têm a responsabilidade de conter o mal. Em Lucas 3:14, João Batista orienta soldados a não usar sua posição para extorquir pessoas; ele não diz que precisam abandonar a profissão. Ao mesmo tempo, a Bíblia alerta contra a confiança exagerada na força militar. Em 1 Samuel 8:11-18, Samuel avisa que um rei poderia tomar os filhos do povo para seu exército e impor pesados encargos à nação. O Salmo 20:7 contrasta a confiança em recursos de guerra com a confiança em Deus.
Então, a pergunta não é apenas se um país tem um exército forte. É que lugar ele dá a esse exército e como usa seu poder. Proteger pessoas é diferente de glorificar a guerra, oprimir outros povos ou acreditar que a força militar pode ocupar o lugar da justiça e da confiança em Deus.