Jesus curou doentes, deu visão a cegos, fez pessoas paralíticas andar, expulsou demônios, alimentou multidões com pouca comida, acalmou uma tempestade e até trouxe mortos de volta à vida. Esses são alguns dos milagres registrados nos Evangelhos. Não temos uma lista completa de tudo o que ele fez: João diz que muitos outros sinais não foram incluídos em seu livro (João 20:30).
A maior parte dos relatos mostra Jesus ajudando pessoas que sofriam. Ele curou um homem com lepra, cuja doença o afastava do convívio com os outros (Marcos 1:40-45). Curou um paralítico que foi levado até ele por amigos (Marcos 2:1-12) e um homem que havia nascido cego (João 9:1-7). Também curou pessoas sem estar perto delas, como o servo de um centurião (Mateus 8:5-13). Em outras ocasiões, curou muitos doentes que vieram até ele (Marcos 1:32-34). Nem todos esses relatos falam do mesmo acontecimento: os Evangelhos registram várias curas diferentes.
Jesus também libertou pessoas dominadas por espíritos malignos. Um exemplo é o homem que vivia entre os túmulos e que, depois de encontrar Jesus, pôde voltar pra casa (Marcos 5:1-20). Os Evangelhos distinguem essas expulsões de demônios das curas de doenças, embora às vezes a pessoa também apresentasse um sofrimento físico.
Outros milagres envolveram a comida e a natureza. Numa festa de casamento, Jesus transformou água em vinho (João 2:1-11). Em duas ocasiões diferentes, alimentou grandes multidões com poucos pães e peixes (Mateus 14:13-21; 15:32-39). Quando uma tempestade assustou seus discípulos num barco, ele mandou que o vento e o mar se acalmassem (Marcos 4:35-41). Ele também andou sobre a água (Mateus 14:22-33) e proporcionou pescarias extraordinárias aos discípulos (Lucas 5:1-11; João 21:1-14).
Há ainda três relatos em que Jesus trouxe alguém de volta à vida: a filha de Jairo (Marcos 5:21-43), o filho de uma viúva da cidade de Naim (Lucas 7:11-17) e Lázaro, que já estava no túmulo havia quatro dias (João 11:1-44). E, depois de morrer na cruz, o próprio Jesus ressuscitou. Sua ressurreição ocupa um lugar especial na fé cristã: não foi simplesmente mais um milagre visto durante seu ministério, mas a confirmação decisiva da vitória de Deus sobre a morte (1 Coríntios 15:3-8, 20-22).
Por que Jesus fazia esses milagres? Os relatos deixam claro que ele se importava com as pessoas. Quando alimentou a multidão, por exemplo, ela estava com fome (Marcos 8:1-3). Mas os milagres não serviam apenas pra resolver uma necessidade daquele momento. Eles também mostravam quem Jesus é e convidavam as pessoas a confiar nele.
Isso fica claro quando ele curou o paralítico levado pelos amigos. Antes de mandá-lo levantar, Jesus declarou que seus pecados estavam perdoados. Alguns dos presentes questionaram sua autoridade pra dizer aquilo. Então Jesus curou o homem diante deles, mostrando que sua palavra sobre o perdão não era vazia (Marcos 2:1-12). O homem voltou a andar; ao mesmo tempo, aquele milagre apontou pra algo que os olhos não podiam ver: a autoridade de Jesus pra perdoar pecados.
O mesmo cuidado ajuda a entender a multiplicação dos pães. No dia seguinte, muita gente procurou Jesus porque tinha comido e ficado satisfeita. Ele explicou que não deviam parar no alimento recebido, mas perceber quem estava diante deles. Na conversa que se seguiu, apresentou-se como aquele que podia lhes dar vida de um modo que o pão comum não podia (João 6:26-35).
Assim, os milagres de Jesus não eram apresentações pra impressionar uma plateia. Eram atos reais de ajuda e, ao mesmo tempo, sinais de sua autoridade. Ao ler cada relato, vale prestar atenção nas duas coisas: o que Jesus fez por aquela pessoa e o que aquele acontecimento revela sobre ele.