Os maronitas são cristãos de uma igreja católica com raízes no Oriente Médio, especialmente no Líbano. Eles estão em comunhão com o papa, mas não seguem em tudo os mesmos costumes das igrejas católicas romanas que são mais conhecidas no Brasil. Têm uma forma própria de celebrar os cultos, tradições antigas e uma liderança organizada dentro da própria igreja.
O nome vem de São Maron, um monge cristão que viveu entre os séculos IV e V na região da atual Síria. Depois de sua morte, uma comunidade ligada à sua tradição se desenvolveu. Ao longo do tempo, muitos de seus membros se estabeleceram nas montanhas do Líbano, onde a Igreja Maronita criou raízes profundas. Por isso, é mais preciso dizer que essa igreja surgiu de uma tradição ligada a Maron do que afirmar que ele próprio fundou um mosteiro no Líbano.
Uma diferença fácil de perceber está na celebração. Os maronitas pertencem à tradição cristã siríaca, que preserva o uso do siríaco, uma forma de aramaico, em partes de sua liturgia. O árabe e outras línguas também são usados, conforme a comunidade. As orações e a maneira de celebrar podem soar diferentes das de uma missa católica romana, mas isso não significa que os maronitas sejam uma religião separada do catolicismo.
Também há uma diferença conhecida quanto aos sacerdotes. Na Igreja Maronita, homens casados podem ser ordenados sacerdotes. Isso não quer dizer, em geral, que um sacerdote solteiro possa se casar depois da ordenação. Também existem sacerdotes maronitas que vivem o celibato.
A Bíblia não menciona os maronitas, pois essa comunidade surgiu séculos depois dos acontecimentos narrados no Novo Testamento. Então, para entender quem eles são, precisamos olhar pra história da igreja. E é bom distinguir as duas coisas: dizer que os maronitas são católicos descreve a que igreja eles pertencem; isso, por si só, não resolve as diferenças doutrinárias entre católicos e evangélicos. De forma simples, os maronitas são católicos de tradição oriental, historicamente ligados ao Líbano e com costumes de culto próprios.