Marduque era o principal deus adorado na Babilônia. Os babilônios acreditavam em muitos deuses, mas Marduque ganhou uma posição de destaque, especialmente porque Babilônia se tornou uma cidade poderosa. Na Bíblia, ele também aparece com o nome Merodaque e é associado ao título Bel, que significa “senhor”.
A passagem mais direta é Jeremias 50:2. Ali, o profeta anuncia a derrota da Babilônia e diz que Bel e Merodaque seriam humilhados. A ideia é simples: o povo confiava nesses deuses para protegê-lo, mas eles não seriam capazes de impedir a queda da cidade. Isaías 46:1 também fala de Bel como um ídolo que não consegue salvar ninguém; ao contrário, precisa ser carregado.
Marduque não era uma pessoa da história bíblica, nem um dos nomes do Deus de Israel. Era uma divindade da religião babilônica. Os mitos daquele povo lhe atribuíam feitos grandiosos, inclusive ligados à origem do mundo. A Bíblia, porém, apresenta uma resposta bem diferente: o Criador é o Senhor, e não os deuses feitos e adorados pelas nações (Gênesis 1:1; Isaías 45:5).
Isso ajuda a entender por que os profetas mencionam Marduque. Eles não estavam apenas falando de uma crença estrangeira. Estavam mostrando que o poder da Babilônia — e a confiança que ela depositava em seus ídolos — tinha limites. A mensagem bíblica é que Marduque não podia ocupar o lugar do Deus verdadeiro nem salvar aqueles que confiavam nele.