João não explica exatamente o que era o mar de vidro. Em Apocalipse 4:6, ele vê diante do trono de Deus algo *parecido* com um mar de vidro, claro como cristal. Em Apocalipse 15:2, vê novamente algo como um mar de vidro, dessa vez misturado com fogo. Ele usa comparações pra contar o que viu, sem dizer que havia no céu um oceano feito literalmente de vidro.
A imagem junta duas características fáceis de imaginar: a grande extensão de um mar e a aparência brilhante e límpida do vidro. Mas não dá pra saber, só por essas palavras, se aquilo era água, se se movia ou o que significava cada detalhe. João descreve a aparência da visão; ele não explica do que aquele “mar” era feito.
O contexto ajuda a entender por que a cena importa. No capítulo 4, João está mostrando a majestade de Deus em seu trono. No capítulo 15, junto ao mar de vidro, aparecem aqueles que venceram a besta, louvando a Deus. Assim, a imagem faz parte de duas cenas de adoração e nos chama a prestar atenção em quem está no centro delas: Deus.
Alguns cristãos entendem que o mar também representa a separação entre Deus e suas criaturas. Outros veem uma ligação entre a cena do capítulo 15 e a libertação de Israel no Êxodo, já que ali os vencedores cantam o cântico de Moisés e do Cordeiro (Apocalipse 15:3). Essas ligações podem ajudar a ler a passagem, mas o texto não afirma expressamente que esse seja o significado do mar de vidro.
Portanto, a resposta mais segura é: o mar de vidro é algo que João viu numa visão e descreveu por sua semelhança com um mar e com o vidro. A Bíblia nos mostra sua aparência e o lugar que ocupa nessas cenas, mas não revela exatamente o que ele é.