Jesus quis dizer que se daria a conhecer aos que o amam. Ele não estava prometendo que cada discípulo o veria fisicamente ou teria uma visão. Estava falando de uma relação real com ele, que continuaria mesmo depois de sua partida.
Essa promessa fica mais clara quando lemos a conversa inteira. Jesus estava preparando os discípulos pra sua morte e pra sua volta ao Pai. Eles não o veriam mais como antes, mas ele não os abandonaria: prometeu enviar o Espírito Santo pra estar com eles e ensiná-los (João 14:16-18, 26).
É nesse contexto que Jesus diz que se manifestará a quem o ama e guarda seus mandamentos. Logo depois, Judas — não Judas Iscariotes — pergunta como Jesus poderia se manifestar aos discípulos e não ao mundo. Jesus responde dizendo que ele e o Pai viriam à pessoa que o ama e fariam morada com ela (João 14:22-23). Ou seja, Jesus está falando de proximidade e comunhão com Deus, não de uma aparição pública que todos veriam.
Isso não significa que a obediência compra a presença de Jesus. Ao longo da conversa, Jesus liga uma coisa à outra de outro modo: quem o ama leva a sério o que ele diz (João 14:15, 21, 23). Obedecer não é o preço pago pra Jesus se revelar; é uma expressão desse amor.
Também não significa que um cristão precise ter uma experiência extraordinária pra saber que Jesus se manifestou a ele. Pelo Espírito Santo, Jesus continua presente com os seus e os ajuda a entender e guardar sua palavra. Assim, a promessa de João 14:21 é pessoal: quem ama Jesus não fica apenas sabendo *sobre* ele. Pode conhecê-lo de verdade e viver em comunhão com ele.