Jesus disse que o caminho que leva à perdição é seguido por muitos, enquanto o caminho que leva à vida é encontrado por poucos (Mateus 7:13-14). Isso é um aviso sério: não basta seguir a maioria ou achar que estamos bem com Deus. Mas essa passagem não nos dá uma contagem de todas as pessoas que já viveram. Por isso, não dá pra afirmar com certeza qual será o número final de salvos e perdidos.
A comparação de Jesus aparece no fim do Sermão do Monte. Ele está chamando seus ouvintes a responder ao que acabaram de ouvir. A porta larga representa seguir vivendo sem se submeter a Deus; a estreita representa o caminho que Jesus ensina. Não são dois caminhos igualmente bons que chegam ao mesmo lugar. Um leva à perdição; o outro, à vida.
Isso não quer dizer que alguém conquista a salvação por escolher uma vida mais difícil. A Bíblia ensina que a vida eterna é recebida por meio de Jesus, não como recompensa por esforço próprio (João 3:16; Efésios 2:8-9). Ao mesmo tempo, confiar nele não é apenas dizer que acredita e continuar indiferente ao que ele ensina. Jesus chama quem o segue a abandonar o pecado e a viver sob sua direção (Lucas 9:23).
Em outra ocasião, perguntaram diretamente a Jesus se eram poucos os salvos. Em vez de informar um número, ele orientou as pessoas a entrar pela porta estreita (Lucas 13:23-24). Isso ajuda a entender o propósito do alerta: Jesus não estava nos convidando a calcular o destino da humanidade, mas a levar a sério nossa resposta a ele.
Então, a resposta mais cuidadosa é esta: Jesus alertou que muitos seguem o caminho da perdição e poucos encontram o caminho da vida. Isso não nos autoriza a dizer que sabemos o total definitivo de pessoas no céu e no inferno. Sabemos, porém, o que importa pra responder ao aviso dele: a salvação está em Jesus Cristo, e o convite pra confiar nele não deve ser tratado como algo sem importância (João 14:6; Atos 4:12).