Os magos queriam dizer que tinham visto uma estrela que, de algum modo, lhes indicava o nascimento do rei dos judeus. Eles vieram do Oriente até Jerusalém pra procurá-lo (Mateus 2:1-2). A expressão “no oriente” pode ser entendida como o lugar onde eles estavam quando viram a estrela, ou como a região do céu onde ela apareceu. A frase, sozinha, não resolve essa diferença. O ponto principal de Mateus é outro: eles viram o sinal e entenderam que deviam procurar o menino.
Mateus não explica como os magos souberam o que a estrela significava. Há uma possível ligação com uma antiga profecia de Balaão, que fala de uma estrela surgindo de Jacó e de um governante vindo de Israel (Números 24:17). Mas Mateus não diz que os magos conheciam essa profecia nem afirma expressamente que a estrela que eles viram era a estrela mencionada por Balaão. Essa ligação é possível, não uma certeza.
A viagem também não aconteceu exatamente como às vezes se imagina. Mateus não diz que os magos seguiram a estrela durante todo o caminho até Jerusalém. Ao chegarem lá, eles perguntaram onde estava o recém-nascido rei dos judeus. Os estudiosos das Escrituras indicaram Belém com base na profecia sobre o lugar de onde viria o governante de Israel (Mateus 2:4-6; Miqueias 5:2). Depois que os magos saíram de Jerusalém, a estrela que tinham visto apareceu à frente deles e os conduziu até o lugar onde estava o menino. Ao entrar na casa, eles encontraram Jesus com Maria, se ajoelharam diante dele e lhe deram presentes (Mateus 2:9-11).
Portanto, “vimos a sua estrela no oriente” não é uma explicação de como a estrela funcionava. É o relato do sinal que levou aqueles homens a procurar Jesus. Mateus não nos conta que tipo de fenômeno foi aquele nem como os magos interpretaram seu significado. O que ele deixa claro é que Deus os conduziu ao menino que eles procuravam como rei dos judeus.