A Bíblia não usa a expressão “magia negra”, mas condena práticas como feitiçaria, adivinhação e tentativa de consultar os mortos. Ela também não diz que uma prática dessas se torna aceitável quando recebe o nome de “magia branca”. O ponto principal não é a cor ou a intenção que a pessoa atribui à magia, e sim a busca de orientação ou poder por meios que Deus proibiu.
Em Deuteronômio 18:9-14, Deus proíbe o povo de Israel de recorrer a adivinhos, feiticeiros e pessoas que dizem consultar os mortos. A orientação era buscar a Deus, não essas práticas. Por isso, mesmo quando alguém afirma que está fazendo magia pra ajudar outra pessoa, é importante perguntar *que prática é essa*: ela envolve feitiços, invocação de espíritos ou tentativa de descobrir o futuro por meios ocultos? Se envolve, chamá-la de “branca” não muda o que a Bíblia diz sobre ela.
O Novo Testamento mantém essa advertência. Paulo inclui a feitiçaria entre práticas incompatíveis com uma vida guiada pelo Espírito de Deus (Gálatas 5:19-21). Em Atos 19:18-20, pessoas de Éfeso que haviam praticado magia deixaram essa vida depois de crer em Jesus. Elas não tentaram usar a magia de um jeito novo; abandonaram a prática.
No caso da chamada magia negra, muitas vezes há ainda a intenção de prejudicar ou controlar alguém. Isso também vai contra o ensino de Jesus de amar até os inimigos e orar por eles (Mateus 5:44). Mas a Bíblia não precisa afirmar que todo feitiço funciona pra dizer que praticá-lo é errado. Sua advertência já é clara: não devemos procurar poder espiritual nessas práticas, nem tentar usá-las contra outras pessoas.
Se alguém já se envolveu com isso, a resposta bíblica não é achar que ficou sem saída. As pessoas de Éfeso puderam deixar a magia pra trás e seguir a Cristo. O mesmo caminho continua aberto: abandonar essas práticas, voltar-se pra Deus e confiar nele.