Pastor Antônio Junior

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O que a Bíblia diz sobre magia? E os truques dos ilusionistas?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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A Bíblia condena a magia quando ela envolve tentar obter poder ou conhecimento por meios ocultos: fazer feitiços, consultar espíritos ou procurar descobrir o futuro por essas práticas. Isso é diferente de um ilusionista que faz truques diante de uma plateia para divertir as pessoas. A diferença não está só no nome “magia”, mas no que a pessoa faz e no que afirma ser capaz de fazer.

Em Deuteronômio 18:10-12, Deus proíbe seu povo de praticar adivinhação, feitiçaria e consulta aos mortos. O problema não é simplesmente haver algo difícil de explicar. É buscar orientação e poder espiritual por caminhos que Deus proibiu, em vez de confiar nele.

Os magos do Egito ajudam a entender isso. Quando o faraó teve sonhos que o deixaram perturbado, chamou seus sábios e magos, mas eles não souberam interpretá-los. José explicou os sonhos e deixou claro que a resposta vinha de Deus, não de uma capacidade própria (Gênesis 41:8, 16). Mais tarde, os magos egípcios conseguiram imitar algumas coisas feitas por Moisés, mas não conseguiram acompanhar tudo o que Deus realizou (Êxodo 7:11-12; 8:7, 18-19). A Bíblia não explica exatamente como fizeram cada uma daquelas coisas. Por isso, não dá pra afirmar que todos os seus feitos foram truques, nem que cada um deles teve origem sobrenatural. O que o relato deixa claro é que eles não tinham o poder de Deus.

No Novo Testamento também aparecem pessoas ligadas à magia. Em Samaria, Simão impressionava as pessoas com suas práticas e, depois, tentou comprar dos apóstolos o poder de conceder o Espírito Santo. Pedro o repreendeu: o dom de Deus não podia ser comprado (Atos 8:9-24). Em Éfeso, pessoas que haviam praticado magia abandonaram aquelas práticas depois de crer em Jesus (Atos 19:18-20). Esses relatos mostram que seguir a Cristo não combina com buscar poder espiritual por meio da magia.

Já numa apresentação de ilusionismo, normalmente todos sabem que estão vendo uma habilidade humana: movimentos rápidos, objetos preparados ou algum outro recurso que produz uma surpresa. O artista não está consultando espíritos nem recebendo um poder sobrenatural. Fazer um truque nesse contexto não é a mesma coisa que praticar a magia proibida na Bíblia.

Ainda assim, vale prestar atenção ao que está sendo apresentado. Uma coisa é alguém dizer: “Vou mostrar um truque.” Outra é afirmar que pode falar com os mortos, prever o futuro ou usar poderes espirituais. A Bíblia nos orienta a evitar essas práticas, não a tratar todo número de palco como se fosse feitiçaria.