Paulo não estava dizendo que pregar é uma coisa sem sentido. Ele estava falando da mensagem anunciada: Jesus Cristo foi crucificado, e Deus salva quem crê nele. Muita gente achava isso absurdo. Por isso Paulo usa a expressão “loucura da pregação”: era assim que a mensagem parecia aos olhos de quem a rejeitava, não uma descrição do que ela realmente é.
Pra entender o motivo, basta pensar no que a cruz representava. Jesus tinha sido executado de maneira humilhante. Como alguém que morreu assim poderia ser o Salvador enviado por Deus? Em 1 Coríntios 1:22-24, Paulo mostra que a mensagem contrariava expectativas diferentes: alguns judeus queriam sinais que comprovassem o poder de Deus, enquanto os gregos buscavam uma sabedoria que lhes parecesse convincente. Mas o que os cristãos anunciavam era Cristo crucificado.
Paulo explica que justamente nessa morte Deus agiu pra salvar. Jesus morreu pelos nossos pecados; por meio dele, Deus oferece perdão a quem crê (1 Coríntios 1:18, 21; 15:3). A cruz, que podia parecer uma derrota, não foi o fim da história: Deus ressuscitou Jesus (1 Coríntios 15:3-4). Por isso, Paulo chama Cristo de poder e sabedoria de Deus (1 Coríntios 1:24).
Essa explicação também ajudava os cristãos de Corinto a corrigir uma atitude. Eles estavam dando importância demais ao prestígio de quem ensinava e criando divisões por causa disso (1 Coríntios 1:10-17). Paulo os lembra de que a fé não se apoia na fama ou na habilidade do pregador. O centro da mensagem é Jesus e o que ele fez.
Então, a “loucura da pregação” não é uma pregação confusa nem uma fé contrária à razão. É a mensagem de Cristo crucificado, que pode parecer tolice pra quem espera que Deus salve de outro jeito. Paulo diz que Deus escolheu salvar os que creem por meio dessa mensagem. O que parecia fraco aos olhos humanos era, na verdade, a ação de Deus pra nos dar salvação.