Jesus quis dizer que um falso profeta pode parecer alguém confiável, embora seu ensino faça mal às pessoas. Em Mateus 7:15, ele compara essas pessoas a lobos que se apresentam como ovelhas: por fora, parecem fazer parte do rebanho; por dentro, representam um perigo pra ele.
O aviso é importante porque um falso mestre nem sempre começa dizendo algo que soa claramente contrário à Bíblia. Ele pode falar de Deus, usar versículos e demonstrar interesse pelas pessoas. Nada disso, por si só, prova que seu ensino é verdadeiro. Em outras passagens, a Bíblia alerta que há quem use a fé pra explorar os outros ou introduza ensinamentos que afastam as pessoas da verdade sobre Cristo (2 Pedro 2:1-3).
Mas como perceber a diferença sem suspeitar de todo mundo? Jesus responde no mesmo trecho: é pelos frutos que essas pessoas serão conhecidas (Mateus 7:16-20). Fruto é o que aparece com o tempo no ensino e na vida de alguém. Por isso, vale perguntar: o que essa pessoa ensina está de acordo com a mensagem dos apóstolos sobre Jesus? Ela anuncia o evangelho ou o muda pra conseguir seguidores, dinheiro ou poder? Seu comportamento combina com aquilo que prega?
Essas perguntas têm fundamento na Bíblia. João orienta os cristãos a não aceitarem qualquer pessoa que diga falar da parte de Deus, mas a examinarem o que ela ensina sobre Jesus (1 João 4:1-3). Paulo adverte contra a pregação de um evangelho diferente daquele que os apóstolos anunciaram (Gálatas 1:6-9). E Pedro mostra que a exploração e a ganância também podem revelar falsos mestres (2 Pedro 2:1-3).
Isso não significa chamar alguém de falso profeta por um erro isolado, uma falha pessoal ou uma discordância sobre um assunto secundário. O alerta de Jesus é mais sério: trata de pessoas que, apesar da aparência religiosa, ensinam o erro e acabam prejudicando aqueles que confiam nelas. A aparência pode enganar; o ensino e seus frutos precisam ser examinados. Conhecer as Escrituras e prestar atenção ao modo como um líder vive ajuda a fazer isso com cuidado e justiça.