É o registro da mensagem que Deus deu por meio de Isaías. Nesse versículo, o profeta convida as pessoas a consultar o que foi escrito e a conferir que a palavra do Senhor se cumprirá. Não se trata de uma referência direta à Bíblia inteira como a conhecemos hoje, pois seus livros ainda não tinham sido todos escritos.
O contexto ajuda a entender. Isaías 34 anuncia o julgamento de Deus sobre Edom e descreve a terra depois de devastada. Ao mencionar os animais que passariam a viver ali, Isaías diz que nenhum faltaria. Então manda procurar no “livro do Senhor” e ler (Isaías 34:16). A ideia é: quando essas coisas acontecerem, será possível comparar o que se vê com o que Deus já havia anunciado.
Isso não quer dizer que Isaías tivesse em mente, necessariamente, um livro separado com esse título. O versículo não identifica um documento específico. A explicação mais natural é que ele esteja falando da palavra profética registrada por escrito, especialmente da mensagem de julgamento apresentada nessa parte do livro. Em Isaías 30:8, Deus já havia ordenado ao profeta que registrasse uma mensagem para que ela permanecesse como testemunho.
Portanto, chamar esse registro de “livro do Senhor” destaca de quem vinha a mensagem. Isaías a escreveu, mas afirmava falar da parte de Deus. O ponto de Isaías 34:16 é a confiança nessa palavra: o julgamento anunciado não era uma descrição inventada pelo profeta, e sim algo que ele dizia que Deus faria.
Hoje, lemos essa profecia como parte da Bíblia. Mas é importante manter a distinção: no contexto de Isaías, “livro do Senhor” se refere à mensagem de Deus que podia ser consultada por escrito, não diretamente à coleção completa de livros bíblicos formada mais tarde.