Devem se opor à perseguição e cuidar de quem está sofrendo. Se uma pessoa LGBTQ é ameaçada, agredida, humilhada ou tratada injustamente, o cristão não deve ignorar o que aconteceu nem procurar uma desculpa pra isso. Jesus nos mandou amar o próximo, e esse mandamento não depende de concordarmos com a pessoa em tudo.
Jesus explicou esse amor contando a história de um homem que foi assaltado e deixado ferido na estrada. Duas pessoas passaram por ele sem ajudar. Depois veio um samaritano. Judeus e samaritanos tinham uma longa história de desconfiança entre si, mas o samaritano não deixou essa diferença decidir o que fazer. Ele cuidou dos ferimentos do homem e providenciou um lugar onde ele pudesse se recuperar. Ao terminar a história, Jesus disse que deveríamos agir como ele (Lucas 10:29-37).
Isso nos ajuda a entender o que fazer hoje. Podemos ouvir a pessoa sem diminuir o que ela sofreu, oferecer ajuda concreta, procurar socorro quando houver perigo e nos recusar a participar de ameaças, agressões ou humilhações. Quando for possível agir com segurança, também devemos nos posicionar contra quem está causando o dano. Orar por quem sofre é importante, mas não substitui a ajuda que podemos dar.
Alguns cristãos têm convicções diferentes das de pessoas LGBTQ sobre sexualidade e identidade de gênero. Essa diferença não torna aceitável maltratar ninguém, nem impede o cristão de defender alguém de uma agressão. A parábola de Jesus trata justamente da ajuda dada a uma pessoa apesar das diferenças entre elas.
Portanto, a resposta cristã à perseguição não é a indiferença. É tratar cada pessoa com dignidade, proteger quem está em perigo e fazer o bem de maneira prática. Como Paulo ensina, não devemos deixar que o mal determine nossa maneira de agir; devemos vencê-lo com o bem (Romanos 12:21).