Paulo não estava dizendo que ler a Bíblia faz mal, nem que devemos deixar de prestar atenção ao que ela diz. Em 2 Coríntios 3:6, ele está comparando o que a lei escrita pode fazer com o que o Espírito Santo faz por meio de Jesus Cristo.
A lei dada a Israel mostrava a vontade de Deus. Ela era boa, mas também deixava claro quando as pessoas desobedeciam. E esse era o problema: a lei podia mostrar o pecado, mas não podia tirar a culpa nem dar a alguém um coração disposto a obedecer. Por isso Paulo diz que a “letra mata”. Ele não está culpando a lei pela morte; está dizendo que, diante dos mandamentos de Deus, o pecador descobre que é culpado e está sujeito à condenação. Nos versículos seguintes, Paulo fala da lei gravada em pedras e a relaciona com condenação (2 Coríntios 3:7-9). Em Romanos 7:12, ele também deixa claro que a lei é santa. O problema está em nós, não nela.
Já o Espírito Santo dá a vida que a lei não podia dar. Jesus morreu e ressuscitou, e, por meio dele, Deus oferece perdão e uma nova relação com ele. O Espírito age na pessoa que crê: dá a ela uma vida nova e começa a transformá-la. Não se trata apenas de conhecer os mandamentos; é receber de Deus ajuda pra viver de um modo que agrade a ele (João 3:5-8; 2 Coríntios 3:17-18).
Então a diferença é esta: a lei mostra o pecado, mas não consegue nos salvar dele; o Espírito nos dá vida por meio de Cristo e começa a nos transformar. Paulo não está colocando a Palavra de Deus contra o Espírito. Ele está mostrando por que precisamos de mais do que mandamentos escritos: precisamos do perdão e da vida nova que Deus nos dá em Jesus.