Pastor Antônio Junior

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Como colocar as leis de Deus nos batentes das portas e na testa?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Em Deuteronômio 6:8-9, Deus manda os israelitas manterem suas palavras nas mãos, na testa e nos batentes das portas. Mais adiante, ele também menciona os portões (Deuteronômio 11:18-20). Era uma maneira de dizer que seus mandamentos não deveriam ser esquecidos: eles precisavam estar presentes no que o povo fazia, pensava e ensinava em casa.

O próprio contexto ajuda a entender isso. Antes de falar das mãos e das portas, Moisés diz que as palavras de Deus devem estar no coração dos israelitas. Depois, manda que eles as ensinem aos filhos e falem delas ao longo do dia (Deuteronômio 6:6-9). Portanto, a ordem não se resumia a escrever palavras em algum lugar. O objetivo era conhecer a vontade de Deus e viver de acordo com ela.

Ao longo do tempo, judeus também passaram a cumprir essas instruções de forma concreta. Na tradição judaica, coloca-se no batente da porta um pequeno estojo, chamado *mezuzá*, com trechos de Deuteronômio escritos em pergaminho. Há também os *tefilin*: pequenas caixas com passagens bíblicas, presas ao braço e à cabeça durante a oração. Assim, as palavras não são escritas diretamente na testa; são colocadas nesses objetos.

Cristãos que estudam a passagem entendem de maneiras diferentes até que ponto Deus pretendia que essas instruções fossem cumpridas literalmente. Mas o ponto principal é claro: ter um texto na porta ou na testa não substitui guardar a palavra de Deus no coração e obedecer a ela. Jesus não condenou o uso dos *tefilin* em si; ele criticou pessoas que faziam questão de exibi-los pra parecer religiosas diante dos outros (Mateus 23:5).

Então, seja ao falar das portas, das mãos ou da testa, a mensagem é a mesma: as palavras de Deus não deveriam ficar reservadas pra uma ocasião especial. Elas deveriam orientar a vida diária do povo.