A lei de Cristo é a maneira de viver que Jesus ensinou aos seus seguidores. Seu centro é o amor: amar a Deus de todo o coração e amar o próximo como a si mesmo (Marcos 12:29-31). Jesus mostrou que esses mandamentos resumem o que a Lei e os Profetas ensinavam (Mateus 22:37-40). E deu aos discípulos uma orientação ainda mais concreta: amar uns aos outros como ele os amou (João 13:34).
Isso ajuda a entender Gálatas 6:2. Paulo diz que cumprimos a lei de Cristo quando ajudamos uns aos outros a carregar seus fardos. No contexto, ele acabou de falar sobre alguém que caiu em pecado. Em vez de tratar essa pessoa com superioridade, os cristãos devem procurar ajudá-la a se reerguer com mansidão, tomando cuidado com a própria vida (Gálatas 6:1). Carregar o fardo de alguém pode incluir esse tipo de ajuda, mas também envolve não abandonar uma pessoa quando ela passa por dificuldades. É amor colocado em prática, especialmente quando custa tempo, atenção e esforço.
Isso não significa que Jesus trocou muitos mandamentos por uma única regra vaga: “faça o que parecer amoroso”. É Jesus quem nos ensina a amar. Por isso, seguir a lei de Cristo inclui ouvi-lo, obedecer ao que ele ensinou e tratar as pessoas do modo como ele as tratou. O amor não serve de desculpa pra continuar pecando; Paulo rejeita expressamente essa ideia (Romanos 6:15).
Também é importante distinguir a lei de Cristo da Lei que Deus deu a Israel por meio de Moisés. O cristão não vive debaixo daquela aliança como caminho pra ser aceito por Deus. Isso, porém, não quer dizer que esteja livre pra fazer qualquer coisa. Paulo diz que não está sem lei diante de Deus, mas debaixo da lei de Cristo (1 Coríntios 9:21). Em outras palavras, a graça de Deus nos liberta da tentativa de conquistar a salvação pela obediência, não da responsabilidade de obedecer a Jesus.
Assim, cumprir a lei de Cristo não é marcar tarefas numa lista pra merecer o amor de Deus. É responder ao amor que recebemos de Jesus, seguindo seu ensino. E uma das formas mais claras de fazer isso é perceber quando alguém está sobrecarregado e ajudá-lo, em vez de deixá-lo sozinho.