Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

O que o criminoso ao lado de Jesus nos ensina?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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A principal lição é simples: ninguém consegue se salvar por seus próprios méritos, mas pode receber o perdão de Jesus ao se voltar pra ele com fé. Foi isso que aconteceu com um dos homens crucificados ao lado de Jesus (Lucas 23:39-43).

Lucas conta que os dois homens eram criminosos. Um deles insultava Jesus e queria que ele os tirasse das cruzes. O outro o repreendeu. Reconheceu que ambos estavam recebendo a punição por seus crimes, mas que Jesus não havia feito nada de errado. Depois, pediu que Jesus se lembrasse dele quando viesse como rei. Jesus respondeu que, naquele mesmo dia, ele estaria com Jesus no paraíso.

Esse homem não tentou se justificar nem fingiu que era inocente. Ele admitiu sua culpa e confiou em Jesus, mesmo vendo Jesus morrer numa cruz. E Jesus não lhe respondeu que já era tarde demais. Prometeu-lhe a vida com ele. Isso mostra, de maneira muito concreta, o que significa ser salvo pela graça de Deus, por meio da fé, e não por boas obras que alguém tenha conseguido acumular (Efésios 2:8-9).

Também é importante perceber o que essa história não ensina. Ela não diz que devemos deixar pra buscar a Deus no fim da vida. Aquele homem teve a oportunidade de falar com Jesus, mas ninguém sabe quanto tempo ainda terá nem se terá outra oportunidade de se arrepender. O convite pra se voltar a Cristo deve ser levado a sério agora.

E o outro criminoso? A Bíblia mostra que, naquele momento, ele continuou insultando Jesus. Não nos conta o que aconteceu depois nem revela seus motivos. Por isso, não precisamos imaginar o que ele pensava. O contraste que Lucas nos mostra já é suficiente: os dois estavam perto de Jesus e precisavam de misericórdia, mas só um deles pediu ajuda a ele.

A história do criminoso na cruz traz, então, esperança e um chamado sério. Há perdão até pra alguém com um passado de culpa e pouquíssimo tempo de vida. Mas estar perto das coisas de Deus não é o mesmo que confiar em Jesus. A resposta daquele homem foi reconhecer sua culpa e se entregar à misericórdia do Salvador — e Jesus o recebeu.