Paulo estava alertando os cristãos da Galácia: não tentem conquistar a aceitação de Deus cumprindo a lei de Moisés. É isso que ele chama de “jugo de escravidão” em Gálatas 5:1.
Um jugo era uma peça colocada sobre animais para conduzi-los no trabalho. Paulo usa essa imagem para falar de um peso que aquelas pessoas estavam prestes a assumir. Alguns ensinavam que, para serem aceitas por Deus, elas precisavam ser circuncidadas e guardar a lei de Moisés. Mas Paulo insiste que é por meio de Cristo, e não pelo cumprimento da lei, que uma pessoa é aceita por Deus. Por isso, logo depois ele diz que quem busca ser justificado pela lei fica obrigado a guardá-la toda (Gálatas 5:2-4).
O problema não era a lei de Deus ser má, nem a circuncisão em si. O problema era tratar essas coisas como condição para ser salvo. A lei mostra o que é certo e também deixa claro que somos pecadores; ela não consegue, porém, nos tornar justos diante de Deus pelo nosso próprio esforço (Gálatas 3:21-24). Jesus fez por nós o que não conseguiríamos fazer sozinhos. Por isso, Paulo diz que, em Cristo, o que importa não é ser circuncidado ou não, mas a fé que se expressa pelo amor (Gálatas 5:5-6).
Então, quando Paulo diz para não voltar a esse jugo, ele não está dizendo: “Agora vocês podem viver de qualquer jeito.” Na mesma passagem, ele explica que a liberdade cristã não deve servir de desculpa para o pecado. Ela nos permite servir uns aos outros em amor (Gálatas 5:13-14).
Em resumo, o jugo de escravidão é a obrigação de tentar merecer, pela obediência à lei, a aceitação que Cristo oferece pela fé. Quem confia em Jesus não obedece para comprar o favor de Deus; obedece porque recebeu esse favor e quer viver de modo que agrade a ele.