José foi o homem que criou Jesus. Ele era casado com Maria e cuidou de Jesus como filho, mas não era seu pai biológico. Segundo os evangelhos, Maria ficou grávida pela ação do Espírito Santo antes de se casar com José (Mateus 1:18-25; Lucas 1:34-35). Por isso, quando a Bíblia chama José de pai de Jesus, está falando do lugar que ele ocupou na vida do menino, não dizendo que Jesus foi gerado por ele.
José morava em Nazaré e era descendente do rei Davi (Lucas 1:27; 2:4). Essa ligação com Davi é importante porque Deus havia prometido que o rei esperado por Israel viria da família de Davi. Mateus apresenta a família de José ao contar a origem de Jesus e, ao mesmo tempo, deixa claro que a gravidez de Maria não veio de José (Mateus 1:1-18).
O que sabemos sobre a maneira de ser de José aparece principalmente nas decisões que ele tomou. Quando soube que Maria estava grávida, os dois ainda não tinham passado a viver juntos como marido e mulher. José não sabia o que havia acontecido e pensou em se separar dela sem expô-la publicamente. Mateus o chama de justo e mostra que, mesmo naquela situação difícil, ele não queria humilhar Maria (Mateus 1:18-19).
Então um anjo lhe explicou, em sonho, que a criança havia sido gerada pela ação do Espírito Santo e lhe disse que recebesse Maria como esposa. José fez o que lhe foi ordenado. Também deu ao menino o nome de Jesus, como o anjo havia indicado (Mateus 1:20-25). Mais tarde, quando Herodes procurou matar a criança, José levou Maria e Jesus para o Egito após receber outro aviso. Depois da morte de Herodes, voltou com eles e passou a morar em Nazaré (Mateus 2:13-23). Nessas passagens, vemos José assumindo a responsabilidade por sua família e obedecendo a Deus mesmo quando isso exigia mudanças difíceis.
José trabalhava com um ofício manual. Em Mateus 13:55, Jesus é chamado de filho do trabalhador conhecido tradicionalmente como “carpinteiro”. O termo também pode se referir a alguém que fazia outros tipos de trabalho de construção. Não sabemos exatamente quais materiais José usava, mas sabemos que as pessoas conheciam seu trabalho.
Maria e José também criaram Jesus dentro das práticas religiosas do seu povo. Levaram o menino a Jerusalém conforme a Lei de Moisés e iam à cidade todos os anos para a festa da Páscoa (Lucas 2:22-24, 41). Quando Jesus tinha doze anos e permaneceu em Jerusalém sem que eles percebessem, os dois voltaram para procurá-lo. Lucas conta que o encontraram no templo e que estavam aflitos por causa dele (Lucas 2:42-48). É um episódio que mostra José e Maria vivendo as preocupações comuns de quem cuida de um filho.
Depois disso, a Bíblia não conta o que aconteceu com José. Ele não aparece nos relatos da vida pública de Jesus. Quando Jesus estava na cruz, confiou os cuidados de Maria a um de seus discípulos (João 19:26-27). Por isso, muitos entendem que José já havia morrido, mas a Bíblia não diz quando nem afirma isso diretamente.
Assim, não conhecemos muitos detalhes da vida de José — os evangelhos nem sequer registram alguma fala sua. Ainda assim, mostram o essencial: ele não gerou Jesus, mas foi o pai que o recebeu, protegeu e criou. E, nas situações em que sua vida aparece na Bíblia, José se destaca por tratar Maria com consideração, cuidar da família e obedecer a Deus.