José Luis de Jesus Miranda foi um líder religioso porto-riquenho que fundou o movimento Creciendo en Gracia. Ele afirmou ser Jesus Cristo na Terra e também passou a chamar a si mesmo de “Anticristo”. Morreu em 2013. Suas afirmações sobre quem ele era não têm fundamento bíblico, mas a palavra *anticristo* precisa de uma explicação: a Bíblia a usa de um jeito que não depende do título que alguém escolhe pra si.
Jesus avisou que apareceriam pessoas dizendo ser o Cristo e que elas enganariam muita gente (Mateus 24:4-5). Por isso, a afirmação de Miranda não deve ser aceita porque ele dizia ter recebido uma revelação especial ou porque tinha seguidores. A fé cristã se baseia em Jesus, que morreu, ressuscitou e voltará, não em alguém que afirma ser uma nova manifestação dele (Atos 1:9-11).
E quanto a “anticristo”? João diz que já haviam surgido muitos anticristos e relaciona esse nome a quem nega a verdade sobre Jesus (1 João 2:18, 22; 2 João 7). Nesse sentido, é correto chamar Miranda de *um anticristo*: ao apresentar a si mesmo como Cristo, ele desviava as pessoas do Jesus anunciado pelos apóstolos. O fato de ele próprio usar esse título, ou de exibir uma tatuagem com o número 666, não é o que determina essa conclusão.
Já a ideia de “o Anticristo”, como um único governante futuro, vem de uma interpretação que reúne diferentes passagens bíblicas. Cristãos que levam a Bíblia a sério entendem essas passagens de maneiras diferentes. Portanto, não há base pra afirmar que José Luis de Jesus Miranda fosse essa figura específica.
O ponto principal é mais simples e mais seguro: Miranda foi um falso cristo. Suas declarações sobre si mesmo contrariavam o que a Bíblia ensina sobre Jesus, e é por esse motivo — não pelo nome ou pelo número que adotou — que seus ensinamentos devem ser rejeitados.