Quando Mateus chama José de “justo”, está dizendo que ele procurava fazer o que era certo diante de Deus. Isso aparece na maneira como ele tratou Maria num momento muito difícil.
José e Maria estavam comprometidos para casar. Naquela época, esse compromisso era mais sério do que o noivado costuma ser hoje: para rompê-lo, era necessário um divórcio. Antes de começarem a viver juntos, José soube que Maria estava grávida. Mateus conta ao leitor que a gravidez vinha do Espírito Santo, mas José ainda não sabia disso. Diante do que ele conhecia, decidiu encerrar o compromisso sem expor Maria publicamente à vergonha (Mateus 1:18-19).
É aí que a justiça de José chama a atenção. Ele não quis simplesmente ignorar uma situação que, aos seus olhos, exigia uma decisão. Mas também não quis humilhar Maria. Procurou fazer o que considerava correto, tratando-a com cuidado. Ser justo, nesse caso, não significou ser duro com ela.
Depois, um anjo explicou a José que a criança havia sido gerada pelo Espírito Santo e lhe disse que recebesse Maria como esposa. José fez o que o anjo lhe havia ordenado e assumiu a responsabilidade de dar ao menino o nome de Jesus (Mateus 1:20-25). Antes dessa explicação, ele agiu com cuidado diante do que sabia; quando Deus lhe mostrou o que estava acontecendo, ele creu e obedeceu.
Isso não quer dizer que José fosse perfeito ou que sua boa conduta lhe garantisse a salvação. A Bíblia ensina que ninguém é aceito por Deus por merecimento próprio, mas por sua graça, mediante a fé (Romanos 3:20-24; Efésios 2:8-9). Mateus, porém, não está explicando nesse versículo como José foi salvo. Ele está mostrando o caráter de um homem que quis agir corretamente e que, ao receber a palavra de Deus, respondeu com obediência.