Não. Jogar cartas por diversão não é, por si só, pecado. A Bíblia não proíbe jogos de cartas. O que importa é o que as pessoas estão fazendo durante o jogo e o lugar que ele ocupa na vida delas.
Uma partida entre amigos pode ser simplesmente uma forma de passar tempo juntos. Mas jogar deixa de ser algo inocente quando envolve trapaça, alimenta a ganância ou leva alguém a gastar um dinheiro de que precisa. A Bíblia nos alerta contra o amor ao dinheiro (1 Timóteo 6:10; Hebreus 13:5). Por isso, se há apostas, não basta perguntar se as cartas são permitidas: é preciso considerar quanto se arrisca, por quê e quais podem ser as consequências pra si e pra família.
Existe também uma diferença entre jogar com cartas e usá-las pra tentar adivinhar o futuro. A Bíblia condena práticas de adivinhação (Deuteronômio 18:10-12). Mas o fato de alguém usar um baralho dessa maneira não torna errada uma partida comum de cartas. São práticas diferentes.
E se um cristão prefere não jogar? Ele pode seguir essa decisão com tranquilidade. Ao mesmo tempo, não deve tratar como pecado aquilo que a Bíblia não proíbe. Quem joga, por sua vez, deve respeitar quem tem essa dificuldade, sem pressioná-lo a agir contra a própria consciência. Esse cuidado com os outros aparece em Romanos 14:3 e 1 Coríntios 8:9.
Então a resposta é simples: jogar cartas não é pecado em si. A questão muda quando o jogo vem acompanhado de atitudes erradas ou começa a trazer prejuízo.