João Batista foi decapitado porque denunciou o casamento de Herodes Antipas com Herodias, que tinha sido mulher do irmão de Herodes. Herodias queria que João morresse. A oportunidade veio numa festa de aniversário, quando Herodes fez uma promessa precipitada diante dos convidados e acabou mandando executar o profeta. Esse é o relato de Mateus 14:1-12 e Marcos 6:17-29.
João dizia a Herodes que aquele casamento não era permitido pela lei de Deus (Marcos 6:17-18; veja também Levítico 18:16). Herodes mandou prendê-lo. Herodias, porém, não se contentava com a prisão: queria matá-lo. Marcos conta que Herodes sabia que João era um homem justo, tinha receio dele e gostava de ouvi-lo, mesmo ficando perturbado com o que ouvia. Mateus acrescenta que Herodes temia a reação do povo, pois muitos consideravam João um profeta (Marcos 6:19-20; Mateus 14:5).
Na festa de aniversário de Herodes, a filha de Herodias dançou e agradou a ele e aos convidados. Herodes então prometeu dar a ela o que pedisse. A moça consultou a mãe, que lhe disse para pedir a cabeça de João Batista. Ela voltou e fez o pedido. Herodes ficou triste, mas, por causa da promessa feita diante dos convidados, deu a ordem. João foi decapitado na prisão, e depois seus discípulos recolheram e sepultaram seu corpo (Marcos 6:21-29).
Então, Herodias procurou a morte de João, mas foi Herodes quem decidiu mandar executá-lo. A promessa não o obrigava a fazer algo tão cruel. O relato mostra o custo que João pagou por dizer a verdade a um governante poderoso — e como Herodes, embora reconhecesse algo de bom naquele profeta, não teve coragem de fazer o que era certo.