Significa que Jesus tem autoridade sobre o reino prometido à família de Davi. Quando ele diz que abre e ninguém fecha, e que fecha e ninguém abre (Apocalipse 3:7), está dizendo que a decisão dele não pode ser anulada por ninguém.
Essa imagem vem de Isaías 22:15-22. Na época, um homem chamado Sebna administrava o palácio do rei de Judá. Deus anunciou que tiraria dele esse cargo e o daria a Eliaquim. Como sinal da nova responsabilidade, Eliaquim receberia a “chave da casa de Davi”. Não era apenas uma chave pra abrir uma porta: ela representava a autoridade de um administrador que podia permitir ou impedir o acesso ao palácio.
Jesus usa a mesma linguagem, mas sua autoridade é muito maior que a de Eliaquim. Eliaquim administrava um palácio por um período; Jesus é o rei prometido da descendência de Davi, e seu reino não terá fim (Lucas 1:32-33). Ele tem autoridade para receber as pessoas no seu reino. Ninguém pode impedir a entrada de quem ele recebe, nem entrar por conta própria quando ele a nega.
Isso também ajuda a entender por que Jesus falou da chave na mensagem à igreja de Filadélfia. Logo depois, ele disse aos cristãos daquela cidade que havia colocado diante deles uma porta aberta que ninguém poderia fechar (Apocalipse 3:8). Há diferentes maneiras de entender essa porta: ela pode apontar para uma oportunidade de servir a Cristo, para o acesso seguro ao seu reino, ou reunir as duas ideias. Em qualquer caso, o consolo é claro: aquela igreja tinha pouca força, mas seu futuro não dependia da aprovação de pessoas mais poderosas. Dependia de Jesus.
Portanto, a “chave de Davi” não é um objeto misterioso. É uma maneira de mostrar que Jesus, o rei prometido, tem a palavra final sobre o acesso ao seu reino e sobre aquilo que ele abre diante do seu povo.