Não. O nome Jesus não vem de Zeus nem é uma saudação a esse deus grego. Essa ideia se apoia numa semelhança de sons, mas palavras parecidas podem ter origens completamente diferentes. Pra saber de onde veio um nome, precisamos acompanhar sua história, não apenas comparar como ele soa.
Jesus era judeu, e seu nome está ligado ao nome hebraico *Yeshua*, uma forma de *Yehoshua*, que também deu origem ao nome Josué. O sentido do nome está relacionado à ideia de que o Senhor salva. Isso combina com a explicação dada em Mateus 1:21: o filho de Maria receberia esse nome porque salvaria seu povo dos pecados.
Então por que dizemos “Jesus”, e não “Yeshua”? Porque o nome passou de uma língua pra outra. No grego do Novo Testamento, ele aparece como *Iēsous*. Do grego, passou ao latim como *Iesus* e, com as mudanças próprias da nossa língua, chegou ao português como Jesus. A forma grega não foi criada depois da morte dos apóstolos pra aproximar o cristianismo do culto a Zeus. Os próprios livros do Novo Testamento, escritos no primeiro século, já a usam.
O ponto mais importante é que a mudança de pronúncia não muda a pessoa a quem o nome se refere. Quando os apóstolos anunciavam *Iēsous* em grego, estavam falando de Jesus de Nazaré: aquele que morreu e ressuscitou. O Novo Testamento não exige que todas as pessoas pronunciem seu nome em hebraico pra serem salvas.
É nesse sentido que devemos entender Atos 4:12, quando Pedro diz que não há outro nome pelo qual possamos ser salvos. Ele não está ensinando que a salvação depende de pronunciar certas sílabas no idioma original. Está afirmando que não há outro Salvador além de Jesus Cristo.
Portanto, dizer “Jesus” não é louvar Zeus. É usar, em português, o nome pelo qual conhecemos aquele que os primeiros cristãos anunciaram como Salvador.