O cristão não deve aceitar essa afirmação nem seguir quem a faz. Jesus não precisa reencarnar pra voltar. Ele morreu, ressuscitou e está vivo. Quando voltar, será o próprio Jesus, não outra pessoa dizendo ter recebido a identidade dele.
A diferença é importante. Reencarnação seria nascer de novo como outra pessoa depois da morte. Mas a Bíblia não ensina que foi isso que aconteceu com Jesus. Depois de ressuscitar, ele apareceu aos discípulos, e eles o reconheceram. Mais tarde, quando ele foi elevado ao céu, os anjos disseram que ele voltaria (Atos 1:9-11). A promessa é da volta de Jesus, não do nascimento de um novo Jesus.
O próprio Cristo avisou que apareceriam pessoas afirmando ser ele. Por isso, orientou seus seguidores a não correr atrás de anúncios como “ele está aqui” ou “está ali” (Mateus 24:23-27; Lucas 17:23-24). Segundo Jesus, sua vinda não será um acontecimento escondido, conhecido apenas por um pequeno grupo. Então, aparência, discursos impressionantes ou relatos de experiências extraordinárias não são motivo pra acreditar em alguém que se apresenta como Jesus.
Isso não significa tratar a pessoa com crueldade ou achar que sabemos por que ela está fazendo essa afirmação. Ela pode estar enganando os outros, pode estar sinceramente enganada ou precisar de ajuda. Sem presumir suas intenções, o caminho é o mesmo: não seguir seus ensinamentos, não entregar dinheiro por causa dessa alegação e não incentivar outras pessoas a segui-la. Se houver exploração, ameaças ou sinais de que alguém corre perigo, também é importante procurar ajuda adequada.
Em resumo, o cristão pode responder com respeito pela pessoa e firmeza quanto à afirmação. A esperança ensinada na Bíblia não é que Jesus volte como alguém nascido de novo. É que o Jesus que ressuscitou voltará.