Uma estátua de Jesus pode ser vista como obra de arte ou como uma forma de lembrar quem ele é. Mas ela não é Jesus, não mostra com certeza como ele era e não deve se tornar objeto de oração ou adoração. Esse é o cuidado principal.
A Bíblia proíbe fazer imagens para adorá-las ou prestar culto diante delas (Êxodo 20:4-5). Isso não significa que toda imagem seja proibida: o próprio Deus mandou fazer figuras de querubins para o tabernáculo (Êxodo 25:18-20). A diferença é importante. Uma coisa é produzir uma figura; outra é tratá-la como se tivesse poder espiritual ou fosse necessária para chegar a Deus.
No caso de Jesus, há outra questão: não sabemos como era seu rosto. A Bíblia nos diz que ele se tornou homem e viveu entre nós (João 1:14), mas não traz uma descrição física que permita fazer seu retrato. Por isso, qualquer estátua representa uma ideia artística de sua aparência, não uma imagem fiel que possamos confirmar.
Cristãos que reconhecem a autoridade da Bíblia chegam a conclusões diferentes sobre fazer imagens de Jesus. Alguns entendem que, já que o Filho de Deus se tornou visível como homem, é possível representá-lo artisticamente, desde que a imagem não receba adoração. Outros preferem não fazer essas imagens, especialmente em lugares de culto, por entenderem que elas podem levar as pessoas a imaginar Jesus de modo errado ou a usar uma imagem na adoração a Deus. A Bíblia não manda construir estátuas de Jesus, e cristãos que discordam nesse ponto precisam levar a sério esses cuidados.
Assim, o tamanho ou a fama de uma estátua não decide, por si só, se ela é apropriada. Uma estátua pública pode ser entendida como arte ou como uma homenagem a Cristo. O problema aparece quando a pessoa passa a confiar nela, atribuir poder a ela ou tratá-la como meio de se aproximar de Deus. Para conhecer Jesus, não precisamos saber como era seu rosto nem estar diante de uma imagem: precisamos ouvir o que as Escrituras dizem sobre ele e responder a ele com fé.