Sim. Nos evangelhos, várias pessoas chamam Jesus de “rabi”, uma forma de se dirigir a um mestre judeu. Seus discípulos usavam esse título (Marcos 9:5; João 1:38), e Nicodemos, um líder judeu, também o chamou assim ao procurá-lo (João 3:2).
Isso combinava com o que Jesus fazia. Ele ensinava nas sinagogas, explicava as Escrituras e tinha discípulos que aprendiam com ele. João 1:38 ajuda a entender o título: ali, o evangelho explica que “rabi” significa “mestre”.
Mas há uma diferença importante. Hoje, a palavra *rabino* costuma indicar uma função reconhecida dentro do judaísmo. Na época de Jesus, “rabi” ainda não tinha exatamente esse sentido formal. As pessoas o chamavam assim porque o reconheciam como mestre, não porque ele ocupasse um cargo religioso como o de um rabino atual.
Então, Jesus era um rabi no sentido em que a palavra era usada por quem convivia com ele: um mestre judeu. E, para a fé cristã, ele era mais do que isso. Seus ensinamentos não eram apenas explicações das Escrituras; Jesus também falava com uma autoridade que surpreendia quem o ouvia (Marcos 1:21-22).