Não. Jesus não era um anjo antes de nascer como homem, nem se tornou um anjo depois. A Bíblia apresenta os anjos como servos de Deus. Jesus é o Filho de Deus, por meio de quem todas as coisas foram criadas, inclusive os anjos (Colossenses 1:16).
O primeiro capítulo de Hebreus trata dessa diferença. Ali, os anjos são chamados de servos, enquanto o Filho é apresentado como aquele que reina. O autor também pergunta a qual dos anjos Deus alguma vez disse que ele se assentaria à sua direita — o lugar de autoridade que é dado ao Filho (Hebreus 1:5-14). A ideia não é apenas que Jesus seja *mais importante* que os anjos. Ele tem uma identidade diferente da deles.
Talvez a dúvida venha da expressão “o Anjo do Senhor”, que aparece no Antigo Testamento. “Anjo” significa “mensageiro”, e há relatos em que esse mensageiro fala de um modo que leva muitos cristãos a entender que Deus estava se manifestando ali. Alguns identificam essas aparições com o Filho de Deus antes de seu nascimento como homem. Outros entendem os mesmos relatos de outra maneira. A Bíblia não identifica expressamente cada uma dessas aparições como sendo Jesus. E, mesmo quando alguém aceita essa interpretação, a palavra “anjo” descreve sua função de mensageiro naquela ocasião, não significa que o Filho de Deus fosse um ser criado.
Quando veio ao mundo, Jesus também não se tornou um anjo. Ele se tornou humano. Hebreus explica que ele compartilhou da nossa condição humana para morrer por nós e nos ajudar (Hebreus 2:14-17). Por isso, a resposta é clara: Jesus pode ter sido chamado de mensageiro em algumas interpretações do Antigo Testamento, mas não pertence à categoria dos anjos. Ele é o Filho de Deus que se fez homem.