Jesus recebia as crianças com carinho e levava a sério o que acontecia com elas. Os Evangelhos não contam muitas conversas dele com crianças, mas mostram algo importante: Jesus não as tratava como pessoas sem importância.
Certa vez, levaram crianças até ele para que as abençoasse. Os discípulos tentaram impedir, mas Jesus ficou indignado com isso. Ele mandou que as deixassem se aproximar, tomou-as nos braços e as abençoou (Marcos 10:13-16). Para Jesus, elas não eram um incômodo que precisava ser afastado.
Ele também se importava com o sofrimento delas e de suas famílias. Quando Jairo pediu ajuda por sua filha de doze anos, Jesus foi até a casa dele e a trouxe de volta à vida (Marcos 5:22-24, 35-43). Em outra ocasião, atendeu ao pedido de um pai cujo filho sofria muito, e o menino foi libertado (Marcos 9:17-27). Esses relatos mostram que Jesus dava atenção tanto à criança quanto à aflição de quem cuidava dela.
Além de acolhê-las, Jesus ensinou os adultos a aprender com elas. Quando os discípulos discutiam sobre quem seria o maior, ele colocou uma criança no meio deles e falou sobre a necessidade de se humilharem (Mateus 18:1-4). E, ao receber as crianças que lhe foram trazidas, disse que é preciso receber o Reino de Deus como uma criança (Marcos 10:15).
Isso não quer dizer que uma criança nunca erre ou que o cristão deva acreditar em tudo sem pensar. Jesus estava confrontando a atitude de quem se acha importante demais e pensa que pode conquistar um lugar no Reino de Deus por mérito próprio. Diante de Deus, precisamos reconhecer que dependemos dele e receber o que ele nos oferece.
Então, Jesus fez duas coisas que não devem ser separadas: acolheu as crianças e mostrou aos adultos que tinham algo a aprender com elas. Quem estava perto dele não devia afastá-las; e quem queria segui-lo precisava abandonar o orgulho.