Pastor Antônio Junior

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Se Jesus é Deus, por que chamou o Pai de “meu Deus”?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Porque Jesus é Deus, mas não é o Pai. Ele é o Filho eterno de Deus, que se tornou verdadeiramente humano. Por isso, podia se dirigir ao Pai como “meu Deus” sem deixar de ser Deus.

Essa distinção ajuda a entender o que Jesus disse depois de ressuscitar. Ao falar com Maria Madalena, ele chamou o Pai de seu Deus e também de Deus dos discípulos (João 20:17). Jesus não estava negando quem era. Estava falando como o Filho que veio viver entre nós e nos aproximar do Pai. Mesmo depois de voltar à vida, ele continuava sendo o Filho que havia se tornado humano.

A Bíblia afirma as duas coisas. João diz que o Filho estava com Deus e era Deus, e depois diz que ele se tornou humano (João 1:1, 14). Hebreus explica que Jesus se tornou semelhante a nós pra nos representar diante de Deus (Hebreus 2:17). Como homem, ele orava, confiava no Pai e obedecia a ele. Sua obediência não mostra que deixou de ser Deus; mostra que levou a sério a vida humana que assumiu (Lucas 22:42; Hebreus 5:8).

Na cruz, Jesus também chamou pelo seu Deus ao usar as palavras iniciais do Salmo 22 (Mateus 27:46). Aquele salmo começa com um clamor de sofrimento e fala de insultos e da divisão das roupas do sofredor, detalhes que aparecem nos relatos da crucificação. Jesus estava sofrendo de verdade. Ele carregava o peso dos nossos pecados (2 Coríntios 5:21; Gálatas 3:13). Mas seu clamor não significa que ele tivesse deixado de ser Deus ou que o Pai e o Filho tivessem deixado de se relacionar.

Portanto, “meu Deus” não é uma prova contra a divindade de Jesus. É uma expressão verdadeira do Filho que se tornou humano, viveu em obediência ao Pai, sofreu por nós e, depois de ressuscitar, ainda podia chamá-lo de “meu Pai” e “meu Deus”.