A resposta curta é: o Filho de Deus se tornou homem sem deixar de ser Deus. Jesus não era metade Deus e metade homem. Ele era uma só pessoa, plenamente Deus e plenamente humano.
A Bíblia apresenta os dois lados. João diz que aquele que estava com Deus e era Deus se tornou humano e viveu entre nós (João 1:1, 14). E os evangelhos mostram que Jesus viveu uma vida humana de verdade: nasceu, cresceu, sentiu fome e sede, chorou e morreu (Lucas 2:7, 52; João 11:35; 19:28, 30). Ao mesmo tempo, ele perdoou pecados, recebeu adoração e foi chamado de Deus (Marcos 2:5-12; João 20:28).
Isso não quer dizer que Deus, o Pai, virou Jesus. Na fé cristã, o Pai e o Filho são pessoas distintas. Foi o Filho, que já existia antes de nascer de Maria, quem assumiu uma vida humana. Ele não trocou sua divindade pela humanidade; tornou-se humano sem deixar de ser quem sempre foi.
Por isso, quando Jesus sentiu sede ou morreu, não estava fingindo ser homem. Essas experiências mostram que sua humanidade era real. E, quando morreu, ele não deixou de ser Deus. A Bíblia afirma as duas coisas sobre a mesma pessoa, mesmo sem explicar por completo como isso é possível.
Essa verdade importa pra entender o que Jesus veio fazer. Ele se tornou semelhante a nós pra nos representar diante de Deus e oferecer sua vida pelos nossos pecados (Hebreus 2:17; Gálatas 4:4-5). E quem veio nos salvar não foi apenas um homem enviado por Deus: foi o próprio Filho de Deus.
Então, há um mistério que não conseguimos explicar inteiramente, mas a afirmação bíblica é clara: Jesus Cristo é uma só pessoa, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem.