Se a pergunta é sobre a destruição da cidade como um todo, a resposta mais comum é: duas vezes. Mas Jerusalém também sofreu muitos cercos, invasões e danos em outras épocas. Por isso, a contagem muda conforme o que se quer dizer com “destruída”.
A primeira grande destruição aconteceu em 586 ou 587 a.C., quando o exército da Babilônia, sob o governo de Nabucodonosor, tomou Jerusalém. Os babilônios incendiaram o templo, o palácio e outras construções importantes, derrubaram as muralhas e levaram muitos habitantes para o exílio. É o que relata 2 Reis 25:8-12. Foi uma perda enorme para o povo de Judá: a cidade onde ficava o templo estava arrasada.
A segunda aconteceu em 70 d.C. Naquela época, Jerusalém estava sob domínio romano e houve uma revolta contra Roma. O exército comandado por Tito cercou a cidade, tomou Jerusalém e destruiu o templo que havia sido construído depois do exílio babilônico. Jesus tinha anunciado que o templo seria derrubado (Lucas 21:5-6).
Isso não quer dizer que Jerusalém só tenha sido atacada duas vezes. Ela foi conquistada e sofreu danos muitas outras vezes. Depois de outra revolta contra Roma, por exemplo, a cidade passou por mudanças profundas no século 2 d.C., durante o governo do imperador Adriano. Ainda assim, nem toda conquista ou destruição de uma parte da cidade equivale a dizer que Jerusalém inteira foi destruída novamente.
Também vale separar história de profecia. Zacarias 14:2-5 descreve um ataque a Jerusalém e a ação de Deus em favor dela. Cristãos entendem os detalhes e o tempo dessa passagem de maneiras diferentes; por isso, não seria correto somá-la como uma terceira destruição histórica já ocorrida.
Então, a resposta simples é: Jerusalém foi amplamente destruída duas vezes — pelos babilônios e pelos romanos. Ao longo de sua história, porém, enfrentou muitos outros conflitos. E é fácil entender por que o Salmo 122:6 convida as pessoas a orar pela paz de Jerusalém.