“Jeová” é uma forma tradicional de representar o nome de Deus, mas provavelmente não é a maneira como esse nome era pronunciado no hebraico antigo. Na Bíblia hebraica, o nome aparece escrito com quatro letras, geralmente representadas em português como YHWH. A dificuldade é que o texto hebraico antigo registrava principalmente as consoantes. Por isso, não temos certeza absoluta de quais vogais eram usadas na pronúncia do nome.
Com o tempo, muitos judeus passaram a evitar pronunciá-lo e, ao ler as Escrituras, diziam *Adonai*, que significa “Senhor”. Séculos depois, copistas acrescentaram sinais de vogais ao texto hebraico para ajudar na leitura. Quando esses sinais apareceram junto das letras YHWH, ajudaram a dar origem à forma que chegou ao português como Jeová. Assim, “Jeová” não é um nome inventado sem relação com a Bíblia; é uma forma posterior, ligada ao nome bíblico de Deus.
Muitos estudiosos consideram “Yahweh”, geralmente escrito “Javé” em português, uma reconstrução mais provável da pronúncia antiga. Ainda assim, não dá pra afirmar que conhecemos essa pronúncia com certeza. A resposta mais precisa, então, é esta: YHWH é o nome registrado nas Escrituras Hebraicas; “Jeová” é uma forma tradicional de dizê-lo, mas dificilmente reproduz seu som original.
Isso não quer dizer que seja errado chamar Deus de “Jeová”, nem que seja obrigatório usar essa forma. A própria Bíblia também se refere a ele como “Deus” e “Senhor”. Em Êxodo 3:13-15, quando Deus fala com Moisés sobre seu nome, a questão não é ensinar às pessoas uma pronúncia perfeita. Deus está mostrando quem é e assegurando que estará com seu povo.
Por isso, conhecer a pronúncia antiga pode ser interessante, mas não é o que determina se alguém conhece a Deus. No Novo Testamento, Jesus ensina que conhecemos o Pai por meio dele (João 14:6-7). O essencial não é acertar cada som de um nome hebraico, e sim ouvir o que Deus revelou sobre si mesmo e confiar em Jesus Cristo.