No Getsêmani, Jesus orou diante do sofrimento que sabia que estava chegando. Ali, ele decidiu se entregar à vontade do Pai, mesmo sabendo que seria preso e morto. Foi também nesse jardim que Judas chegou com um grupo para prendê-lo (Mateus 26:36-56).
Isso aconteceu depois da última refeição de Jesus com seus discípulos, na noite anterior à crucificação. O Getsêmani ficava perto de Jerusalém, no Monte das Oliveiras. Jesus já conhecia o lugar e costumava ir ali com os discípulos (João 18:1-2).
Jesus pediu que eles ficassem acordados e orassem. Depois, levou Pedro, Tiago e João um pouco mais adiante e lhes contou como estava profundamente angustiado. Afastou-se para orar, mas os três adormeceram. Ele voltou a encontrá-los dormindo e os alertou a orar, porque logo enfrentariam uma situação difícil (Mateus 26:37-41).
Na oração, Jesus pediu ao Pai que, se fosse possível, o poupasse do sofrimento que estava por vir. Ainda assim, deixou claro que queria fazer a vontade do Pai, não a sua própria. Mateus conta que ele repetiu essa oração três vezes (Mateus 26:39-44). Quando Jesus fala do “cálice”, está se referindo ao que teria de enfrentar: a prisão, o sofrimento e a morte. Sua angústia não foi fingida. Ele sabia o que viria e, mesmo assim, escolheu obedecer.
Então Judas chegou com o grupo que iria prender Jesus. Nos relatos de Mateus e Marcos, Judas o identifica com um beijo. Pedro reage com uma espada e corta a orelha do servo do sumo sacerdote, chamado Malco. Jesus manda Pedro guardar a espada, e Lucas conta que ele cura o homem ferido (Mateus 26:47-52; João 18:10; Lucas 22:50-51). Jesus não tentou impedir a prisão pela força. Depois que o prenderam, os discípulos fugiram, e Jesus foi levado primeiro às autoridades religiosas (Mateus 26:56-57).
O Getsêmani nos ajuda a entender algo importante sobre Jesus: ele não caminhou pra cruz sem sentir o peso do que aconteceria. Sofreu, orou e se entregou à vontade do Pai. Mais tarde, os apóstolos explicariam o significado de sua morte: Jesus morreu pelos nossos pecados, pra nos reconciliar com Deus (1 Coríntios 15:3; 2 Coríntios 5:18-21).