Jaquim e Boaz eram duas grandes colunas de bronze que ficavam na entrada do templo construído por Salomão, em Jerusalém. Jaquim era a coluna do lado direito de quem entrava, e Boaz, a do lado esquerdo (1 Reis 7:21; 2 Crônicas 3:17).
Elas não eram pessoas nem deuses adorados ali. Eram parte da construção do templo. Um artesão chamado Hirão, especialista em trabalhar o bronze, fez as colunas e seus enfeites. Cada uma tinha um topo decorado, com formas de lírios e romãs. Só a parte principal de cada coluna media cerca de oito metros de altura; os topos acrescentavam ainda mais altura (1 Reis 7:13-22). Eram, portanto, uma presença marcante logo na entrada.
Os nomes também chamam atenção. Jaquim pode ser entendido como “ele estabelecerá”, e Boaz, como “nele há força”. A Bíblia registra esses nomes, mas não explica diretamente por que foram escolhidos. É possível que lembrassem aos israelitas que a firmeza do templo e da adoração ali não vinha do bronze nem da habilidade de quem o construiu, mas de Deus. Isso combina com a promessa que Deus havia feito de estabelecer o reino da família de Davi (2 Samuel 7:12-16). Ainda assim, essa é uma explicação do possível sentido dos nomes, não algo que o texto bíblico afirma expressamente.
Anos depois, os babilônios destruíram o templo e quebraram as colunas para levar o bronze (Jeremias 52:17). Assim, Jaquim e Boaz eram colunas reais de um templo real. Seus nomes podem ter servido como um lembrete importante: mesmo uma construção tão impressionante dependia de Deus para permanecer firme.