Jael foi a mulher que matou Sísera, comandante do exército que oprimia Israel. Sua história aparece em Juízes 4 e 5. Ela era esposa de Héber, um quenita, e vivia com ele em tendas.
Naquela época, o rei cananeu Jabim oprimia os israelitas. Débora, que julgava Israel e era profetisa, chamou Baraque pra liderar o exército contra Sísera. Baraque disse que só iria se Débora fosse com ele. Ela aceitou, mas avisou que a honra de derrotar Sísera caberia a uma mulher. Naquele momento, o relato ainda não dizia quem seria essa mulher (Juízes 4:4-9).
O exército de Israel venceu a batalha, e Sísera fugiu a pé. Ele chegou à tenda de Jael e entrou ali porque havia paz entre o rei Jabim e a família de Héber. Jael o recebeu, deu-lhe leite e o cobriu. Cansado, Sísera adormeceu. Então ela pegou uma estaca da tenda e um martelo, cravou a estaca na cabeça dele e o matou. Quando Baraque chegou procurando Sísera, Jael mostrou o corpo a ele (Juízes 4:15-22).
Assim se cumpriu o que Débora havia dito: Sísera não morreria pelas mãos de Baraque, mas pelas mãos de uma mulher. Depois, numa canção sobre a vitória, Débora e Baraque elogiaram Jael pelo que ela fez (Juízes 5:24-27).
A Bíblia não conta tudo o que Jael pensou nem explica cada motivo da sua decisão. O que ela deixa claro é o papel de Jael naquele acontecimento: enquanto Sísera fugia da derrota, foi ela quem pôs fim à vida do comandante que havia oprimido Israel.