Jesus estava falando de falsos messias, guerras e notícias de guerras, conflitos entre nações, fome e terremotos (Mateus 24:4-8). Ele chamou esses acontecimentos de “o início das dores” porque seriam graves, mas não significariam que o fim já havia chegado.
A conversa começou quando Jesus disse aos discípulos que o templo de Jerusalém seria destruído. Eles então perguntaram quando aquilo aconteceria e qual seria o sinal de sua vinda e do fim dos tempos (Mateus 24:1-3). Na resposta, Jesus primeiro os alertou contra o engano: algumas pessoas afirmariam ser o Cristo e conseguiriam convencer muitos. Depois, falou das guerras, da fome e dos terremotos. Diante de notícias assim, seria fácil concluir que o fim era imediato. Por isso, ele os orientou a não tirar essa conclusão (Mateus 24:4-8).
A imagem das dores de parto ajuda a entender o que Jesus quis dizer. As primeiras dores mostram que algo está acontecendo, mas não são o nascimento em si. Do mesmo modo, aqueles acontecimentos não deveriam ser ignorados, porém também não serviriam pra marcar uma data para a volta de Cristo.
Jesus continuou falando de dificuldades que seus seguidores enfrentariam: perseguição, traição, falsos profetas e o esfriamento do amor de muitos (Mateus 24:9-12). Esses acontecimentos fazem parte do restante de sua explicação, mas, em Mateus 24:8, “o início das dores” se refere diretamente aos acontecimentos que ele havia acabado de mencionar nos versículos 4 a 7.
Cristãos entendem de maneiras diferentes como todas as partes de Mateus 24 se relacionam com a destruição de Jerusalém, com a história posterior e com os acontecimentos que ainda virão antes da volta de Jesus. Mas a orientação dada nesse trecho é clara: em meio a crises e pessoas que tentam enganar os outros, os seguidores de Jesus não devem entrar em pânico nem acreditar em quem afirma saber, por causa desses acontecimentos, que o fim chegou. Devem permanecer atentos e fiéis a ele.