Pastor Antônio Junior

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O que Paulo quis dizer com “igrejas de Deus” em 1 Coríntios 11:16?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Paulo estava falando das comunidades de cristãos que pertenciam a Deus, reunidas em diferentes lugares. Ele não estava dando o nome de uma denominação. Ao mencionar essas igrejas, queria mostrar aos cristãos de Corinto que a orientação que acabara de dar não dizia respeito apenas à congregação deles.

O assunto era a maneira como homens e mulheres se apresentavam ao orar ou profetizar nas reuniões da igreja. Em 1 Coríntios 11:3-16, Paulo fala, entre outras coisas, sobre cobrir ou não a cabeça. No fim da explicação, ele prevê que alguém ainda poderia querer discutir. Então menciona a prática das outras igrejas de Deus: os coríntios precisavam levar em conta o que também acontecia nas demais comunidades cristãs, em vez de tratar a questão como se estivessem sozinhos.

A expressão “igrejas de Deus” ajuda a entender isso. “Igrejas”, no plural, são as congregações locais; “de Deus” indica a quem elas pertencem. Paulo usa a mesma maneira de falar ao mencionar as igrejas da Judeia em 1 Tessalonicenses 2:14. Portanto, ele não está falando de vários grupos sem ligação entre si, mas de comunidades que compartilham a fé em Cristo.

Há uma dificuldade no final de 1 Coríntios 11:16: a expressão traduzida em algumas versões como “não temos tal costume” pode deixar a dúvida sobre qual costume Paulo está negando. Pelo contexto, é mais natural entender que ele não estava desmentindo a orientação que acabara de apresentar. Sua resposta é dirigida a quem queria insistir na disputa: nem ele nem as outras igrejas adotavam uma prática diferente que justificasse aquela contestação.

Isso não resolve, por si só, a discussão sobre como aplicar hoje cada detalhe referente à cobertura da cabeça. Cristãos que reconhecem a autoridade da Bíblia entendem essa aplicação de maneiras diferentes. Mas o sentido da expressão perguntada é claro: as “igrejas de Deus” eram as outras congregações cristãs, citadas por Paulo pra lembrar aos coríntios que eles faziam parte de uma comunidade maior e não deviam desprezar a prática compartilhada por ela.