A igreja deve usar as ofertas pra cumprir aquilo que Deus lhe confiou: ensinar a Palavra, anunciar Jesus, cuidar de pessoas necessitadas e manter as atividades necessárias pra esse trabalho. A Bíblia não dá uma porcentagem obrigatória pra cada despesa, mas mostra prioridades e ensina que o dinheiro recebido precisa ser administrado com honestidade e sabedoria.
Na igreja de Jerusalém, os cristãos contribuíam pra que ninguém entre eles ficasse sem ajuda quando passasse necessidade. Os recursos eram distribuídos conforme a necessidade de cada pessoa (Atos 4:34-35). Quando algumas viúvas ficaram de fora da distribuição diária de alimentos, a igreja organizou melhor esse cuidado, em vez de ignorar o problema (Atos 6:1-6). Isso mostra que ajudar quem precisa não deve depender apenas de uma decisão ocasional: a igreja precisa prestar atenção às pessoas e cuidar delas de maneira responsável.
Esse cuidado começa especialmente entre os irmãos da fé, mas não termina neles. Gálatas 6:10 orienta os cristãos a fazer o bem a todos, dando atenção especial aos da família da fé. Uma igreja também pode usar suas ofertas pra ajudar pessoas da comunidade e outras igrejas que estejam passando por dificuldades. Foi o que aconteceu quando os discípulos de Antioquia enviaram ajuda aos irmãos da Judeia, e quando várias igrejas contribuíram pra socorrer os cristãos de Jerusalém (Atos 11:29-30; Romanos 15:25-26).
As ofertas também ajudam a igreja a cumprir sua missão de ensinar a Bíblia e anunciar o evangelho. Isso pode incluir materiais, um lugar adequado pra reuniões, apoio a quem vai servir em outros lugares e sustento de pessoas dedicadas ao ensino. Paulo ensinou que aqueles que trabalham anunciando o evangelho podem receber sustento por esse trabalho. Ele também orientou que os líderes que se dedicam fielmente ao ensino sejam devidamente reconhecidos, inclusive quanto ao seu sustento (1 Coríntios 9:14; 1 Timóteo 5:17-18). Portanto, pagar um pastor não é, por si só, um mau uso das ofertas. A questão é fazer isso com justiça, sem deixar de lado as outras responsabilidades da igreja.
E quem decide como gastar precisa lembrar que está cuidando de dinheiro entregue por outras pessoas. Paulo tomou providências pra que a oferta destinada aos necessitados fosse administrada de modo correto e também reconhecida como correta pelas pessoas (2 Coríntios 8:20-21). Por isso, é importante que a igreja tenha critérios claros, preste contas e evite gastos que sirvam mais à aparência ou ao interesse de alguns do que à sua missão.
Um prédio, equipamentos e outras despesas podem ser úteis. Mas nenhum desses gastos é automaticamente mais importante do que ensinar a Palavra, socorrer quem precisa ou apoiar o anúncio do evangelho. Ao decidir, a igreja deve perguntar com sinceridade: isso nos ajuda a cuidar bem das pessoas e a cumprir o trabalho que Deus nos deu? Essa é a direção que os exemplos e ensinamentos bíblicos oferecem pra usar as ofertas com fidelidade.