Jesus disse à igreja de Esmirna que conhecia o sofrimento dela e a chamou a permanecer fiel, mesmo diante da prisão e da possibilidade de morte. Ao mesmo tempo, fez uma promessa: quem permanecesse com ele receberia a vida e não seria atingido pela “segunda morte” (Apocalipse 2:8-11).
A igreja estava passando por dificuldades e vivia na pobreza. Mas Jesus disse que ela era rica. Ele não estava negando a falta de dinheiro daquelas pessoas. Estava mostrando que a fé delas tinha um valor que a pobreza não podia tirar. Jesus também sabia que havia gente falando contra os cristãos de Esmirna.
Ao mencionar essas acusações, Jesus usa uma expressão muito forte para se referir aos opositores daquela igreja: “sinagoga de Satanás”. A passagem não explica todos os detalhes sobre quem eram essas pessoas nem o que haviam feito. Por isso, seria errado usar essas palavras como uma condenação dos judeus em geral. Jesus está falando de opositores específicos que, ao atacar seus seguidores, agiam contra a vontade de Deus.
A situação ainda ficaria mais difícil. Jesus avisou que alguns membros da igreja seriam presos e passariam por uma provação descrita como de “dez dias”. Não dá pra afirmar com segurança se esse número indica dez dias literais ou um período limitado de sofrimento. O ponto principal é claro: a perseguição viria, mas Jesus já sabia dela e encorajou a igreja a não ter medo.
É por isso que importa a maneira como ele se apresenta no começo da mensagem: Jesus é aquele que morreu e voltou a viver. Ele não pede fidelidade diante da morte sem saber o que é morrer. Por ter ressuscitado, pode prometer vida aos que permanecem com ele. A “coroa da vida” prometida em Apocalipse 2:10 fala dessa recompensa; não é uma promessa reservada apenas a quem for morto por causa da fé (veja também Tiago 1:12).
Por fim, Jesus diz que o vencedor não sofrerá o dano da “segunda morte”. O próprio Apocalipse usa essa expressão para falar do julgamento final (Apocalipse 20:14). Assim, Jesus não promete aos cristãos de Esmirna que eles escaparão de todo sofrimento, nem mesmo da morte física. Ele promete algo maior: a perseguição não poderá tirar deles a vida que ele dá.
Essa é a mensagem central pra Esmirna: Jesus vê o sofrimento dos seus seguidores, chama-os a permanecer fiéis e lhes dá esperança além da morte.