Herodes Agripa I foi o rei que mandou matar o apóstolo Tiago e prender Pedro, como conta Atos 12. Ele não era o Herodes que tentou matar Jesus quando este era criança. Esse era seu avô, Herodes, o Grande. Também não era Herodes Antipas, seu tio, que mandou matar João Batista e participou do julgamento de Jesus. Como vários membros da família tinham o nome Herodes, é fácil confundi-los.
Agripa I governou a Judeia, onde ficava Jerusalém, de 41 a 44 d.C. Ele tinha o título de rei, mas seu poder dependia de Roma. O episódio pelo qual ficou mais conhecido na Bíblia aconteceu nesse período.
Atos 12 conta que Agripa mandou matar Tiago, irmão do apóstolo João. Ao perceber que isso agradou a alguns judeus, mandou prender Pedro também. O texto deixa claro esse motivo para a prisão de Pedro; não precisamos supor mais nada sobre o que o rei tinha em mente. A igreja orou por Pedro, e Deus enviou um anjo para tirá-lo da prisão (Atos 12:1-17). Agripa não conseguiu impedir que ele continuasse seu trabalho.
Pouco depois, Agripa estava em Cesareia fazendo um discurso público. A multidão começou a tratá-lo como se ele fosse um deus. Segundo Atos, ele não deu glória a Deus e foi ferido por um anjo do Senhor; depois, morreu (Atos 12:20-23). O historiador judeu Josefo também relata que Agripa passou mal durante uma ocasião pública e morreu alguns dias depois. Não é preciso imaginar que ele morreu no mesmo instante em que a multidão o aclamou.
A história termina com um contraste simples: o rei que perseguia os seguidores de Jesus morreu, mas a mensagem que eles anunciavam continuou se espalhando (Atos 12:24). É por isso que Herodes Agripa I aparece em Atos: sua autoridade era grande, mas não conseguiu deter aquilo que Deus estava fazendo por meio da igreja.