Os filisteus foram atingidos por tumores, e o relato também diz que houve mortes. Isso aconteceu depois que eles capturaram a arca da aliança, o objeto que representava a presença de Deus entre os israelitas, e a levaram pra sua terra (1 Samuel 5:6, 9, 12).
Primeiro, os filisteus colocaram a arca no templo de Dagom, em Asdode. Na manhã seguinte, encontraram a estátua do seu deus caída diante dela. Eles a levantaram, mas, no outro dia, a estátua estava caída de novo, agora com a cabeça e as mãos quebradas. Então os moradores de Asdode começaram a sofrer com os tumores (1 Samuel 5:1-6). O contraste era claro: Dagom não conseguia nem proteger a própria imagem, enquanto o Deus de Israel mostrava seu poder mesmo com a arca nas mãos dos filisteus.
Os filisteus decidiram mandar a arca pra Gate, outra cidade deles. Ali, os moradores também foram atingidos pelos tumores, e houve grande pânico. Depois, enviaram a arca pra Ecrom. Os habitantes de Ecrom temeram sofrer o mesmo, e o relato diz que os que não morriam eram afligidos pelos tumores (1 Samuel 5:8-12). Mudar a arca de cidade não resolveu o problema.
Algumas traduções chamam essas feridas de “hemorroidas”, mas não dá pra afirmar com certeza que eram hemorroidas como as conhecemos hoje. O texto não descreve as feridas em detalhes nem dá o nome de uma doença. No capítulo seguinte, aparecem também ratos: ao devolver a arca, os filisteus fizeram imagens de ouro dos tumores e dos ratos (1 Samuel 6:4-5). Por isso, algumas pessoas sugerem que poderia ter sido uma doença transmitida por ratos. É uma possibilidade, não uma identificação confirmada pela Bíblia.
Assim, a resposta mais segura é: 1 Samuel 5 relata uma aflição grave de tumores, acompanhada de mortes; 1 Samuel 6 mostra que os ratos também faziam parte do problema enfrentado pelos filisteus. O relato não esclarece exatamente que doença era aquela. Seu ponto principal é mostrar que capturar a arca não significava ter vencido o Deus de Israel.