Significa que, por meio de Jesus, recebemos a bondade de Deus sem merecê-la. João está dizendo que Jesus é cheio de graça e que, dessa abundância, nós recebemos graça continuamente.
Pra entender a expressão, vale olhar o que João diz logo antes e logo depois. Em João 1:14, ele apresenta Jesus como aquele que veio viver entre nós, cheio de graça e de verdade. Então, no versículo 16, diz que recebemos dessa plenitude “graça sobre graça”. E, no versículo 17, lembra que a lei foi dada por meio de Moisés, enquanto a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.
Isso não quer dizer que Deus não mostrava graça antes de Jesus. Ele já cuidava do seu povo e já lhe oferecia perdão. A diferença é que, em Jesus, Deus tornou sua graça conhecida de uma maneira decisiva: Cristo veio, morreu e ressuscitou pra salvar pessoas que não conseguiriam salvar a si mesmas. A lei mostrava o que Deus queria do seu povo, mas não podia tirar o pecado das pessoas. Jesus fez o que a lei não podia fazer.
A expressão “graça sobre graça” também pode transmitir a ideia de *uma graça vindo no lugar de outra*. Por isso, não precisamos limitar as palavras de João a uma lista de bênçãos, nem entender que ele está contando quantas vezes Deus nos ajuda. O ponto principal é mais simples: em Jesus, a graça de Deus não é escassa. É dele que recebemos o perdão e a nova vida que não poderíamos conquistar por esforço próprio.
Isso não é uma promessa de vida sem sofrimento ou de que receberemos tudo o que desejamos. É uma notícia melhor: podemos nos achegar a Deus por causa de Jesus. É dessa graça, que vem da plenitude de Cristo, que João está falando.