A Bíblia conta claramente a história de dois pares de gêmeos: Esaú e Jacó, e Perez e Zerá. Ela também chama o apóstolo Tomé de “Dídimo”, palavra que significa “gêmeo”, mas não diz quem seria seu irmão ou sua irmã.
Esaú e Jacó eram filhos de Isaque e Rebeca. Esaú nasceu primeiro; Jacó veio logo depois, segurando o calcanhar do irmão (Gênesis 25:24-26). A diferença entre os dois se tornou importante na história: Jacó recebeu a bênção de seu pai depois de enganá-lo, e precisou fugir porque Esaú ficou furioso (Gênesis 27). Mais tarde, Jacó recebeu o nome de Israel e teve os filhos dos quais se formou o povo de Israel (Gênesis 32:28; 35:22-26).
Perez e Zerá eram filhos de Judá, um dos filhos de Jacó, com Tamar. Gênesis 38:27-30 conta que Tamar estava grávida de gêmeos e descreve o nascimento dos dois. Perez aparece depois entre os antepassados do rei Davi e de Jesus (Rute 4:18-22; Mateus 1:3).
Tomé é um caso um pouco diferente. João o apresenta como “Tomé, chamado Dídimo” (João 11:16; 20:24). Tanto “Tomé” quanto “Dídimo” estão ligados à palavra “gêmeo”. Isso sugere que ele tinha um irmão ou uma irmã gêmea, mas a Bíblia não identifica essa pessoa. Portanto, não dá pra afirmar que Tomé era gêmeo de algum outro discípulo.
Às vezes, Caim e Abel também são incluídos nessa lista. Gênesis 4:1-2 diz que Eva deu à luz Caim e depois Abel, mas não informa quanto tempo passou entre os nascimentos. Eles podem ter sido gêmeos, porém o texto não permite afirmar isso.
Assim, se a pergunta é quais pares a Bíblia identifica claramente como gêmeos, a resposta é: Esaú e Jacó; Perez e Zerá. Tomé também é chamado de gêmeo, mas a Bíblia não nos apresenta o outro.