Pastor Antônio Junior

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O que significou o canto do galo quando Pedro negou Jesus?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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O canto do galo mostrou a Pedro que Jesus tinha dito a verdade sobre ele. Pedro havia prometido que permaneceria fiel, mesmo que os outros discípulos abandonassem Jesus. Mas Jesus avisou que, naquela mesma noite, Pedro o negaria três vezes antes do canto do galo (Mateus 26:33-35). Quando isso aconteceu, Pedro se lembrou do aviso e chorou amargamente (Mateus 26:69-75).

Não havia nada de especial no galo em si. O importante era o sinal que Jesus tinha dado. Pedro estava tão certo da própria coragem que não acreditou que seria capaz de negar seu Mestre. Poucas horas depois, com medo de ser reconhecido como discípulo de Jesus, disse três vezes que não o conhecia. O canto tornou impossível ignorar o que havia acabado de fazer.

Lucas acrescenta um detalhe comovente: depois da terceira negação, Jesus olhou para Pedro. Foi então que Pedro se lembrou das palavras dele e saiu chorando (Lucas 22:60-62). O texto não diz exatamente o que Pedro sentiu naquele olhar. Diz, porém, que ele reconheceu seu erro.

Mas o galo cantou uma vez ou duas? Mateus, Lucas e João registram o aviso de forma resumida: Pedro negaria Jesus três vezes antes que o galo cantasse. Marcos traz um detalhe a mais: Jesus disse que isso aconteceria antes que o galo cantasse *duas vezes*. Marcos também relata um canto depois da primeira negação e outro depois da terceira (Marcos 14:30, 68, 72). Assim, os outros Evangelhos destacam o canto ligado ao fim das três negações, enquanto Marcos menciona também um canto anterior. Isso não muda o ponto principal de nenhum dos relatos: Jesus sabia o que Pedro faria, e Pedro se lembrou do aviso quando já o havia negado três vezes.

A história também não termina com o choro de Pedro. Depois de ressuscitar, Jesus conversou com ele e lhe confiou novamente o cuidado de seus seguidores (João 21:15-19). Por isso, o canto do galo nos lembra de duas coisas ao mesmo tempo: não devemos confiar tanto em nossa própria força a ponto de ignorar nossas fraquezas; e uma falha grave, embora precise ser reconhecida, não impede que Jesus restaure quem volta pra ele.