O firmamento é o nome que algumas traduções da Bíblia dão ao céu que vemos acima de nós. Em Gênesis 1, Deus cria essa extensão e a chama de “céu” (Gênesis 1:6-8). Então, quando você encontra a palavra *firmamento*, não precisa imaginar, de início, um lugar diferente do céu.
O relato da criação ajuda a entender como a palavra é usada. Primeiro, Gênesis diz que o firmamento separou as águas de baixo das águas de cima (Gênesis 1:6-8). Depois, fala das aves voando diante dele e do sol, da lua e das estrelas aparecendo nele (Gênesis 1:14-20). Ou seja, o texto está falando do céu como ele aparece pra quem olha da terra: a região acima de nós, por onde vemos as aves e onde vemos os astros.
A parte que costuma gerar dúvida são as “águas acima”. O texto afirma que há essa separação, mas não explica em detalhes como aquelas águas estavam dispostas. Alguns entendem que a expressão se refere às águas das nuvens. Outros acham que o relato usa a maneira como o mundo era descrito na antiguidade. A ideia de que existiu uma camada de água envolvendo a Terra também já foi proposta, mas Gênesis não a descreve claramente. Por isso, não é bom apresentá-la como um fato bíblico.
Em outras passagens, a palavra aparece em contextos diferentes. O Salmo 19:1 fala do firmamento pra mostrar que o céu anuncia a grandeza de Deus. Já Ezequiel descreve algo semelhante a uma extensão acima dos seres que vê numa visão; ali, não se trata simplesmente de uma descrição do céu num dia comum (Ezequiel 1:22-26).
Assim, a resposta mais simples é: firmamento é a extensão que Gênesis chama de céu. A Bíblia usa essa palavra pra falar do que está acima da terra, mas não dá, nesses textos, uma explicação científica de como o céu é formado.