Quando a Bíblia fala do “fim dos tempos”, a ideia principal não é que o tempo vai deixar de existir. É que a época em que vivemos chegará ao seu fim e Deus completará aquilo que prometeu fazer. Jesus voltará, o mal será julgado e Deus estabelecerá plenamente seu reino.
Jesus explicou isso de um jeito bem concreto. Na parábola do trigo e do joio, as duas plantas crescem juntas até a colheita. Só então são separadas. Jesus disse que, no fim desta era, haverá uma separação entre os que pertencem ao seu reino e os que praticam o mal (Mateus 13:36-43). Ele ensinou algo parecido na parábola da rede de pesca: quando os peixes são recolhidos, os bons são separados dos ruins (Mateus 13:47-50). O ponto das duas histórias é que Deus não deixará o mal sem resposta. Haverá um julgamento.
Os discípulos também ligaram o fim desta era à volta de Jesus, quando perguntaram a ele sobre sua vinda e o fim dos tempos (Mateus 24:3). Por isso, a expressão fala mais do que de uma grande crise ou de mudanças no mundo. Ela aponta pra conclusão da história como a conhecemos, sob a autoridade de Cristo. A Bíblia também fala de uma nova criação, em que Deus acabará com a morte, a dor e o sofrimento (Apocalipse 21:1-5).
Isso não significa que todos os detalhes sobre *quando* e *como* os acontecimentos finais vão ocorrer estejam resolvidos. Cristãos que levam a Bíblia a sério entendem de maneiras diferentes, por exemplo, a relação entre a tribulação, o arrebatamento e a volta de Jesus. Mas a mensagem central é clara: Cristo voltará, Deus julgará com justiça e cumprirá sua promessa de renovar todas as coisas.
Enquanto esse dia não chega, o convite é responder a Deus agora, com arrependimento e fé em Cristo (Atos 17:30-31). E, pra quem confia nele, falar do fim dos tempos não é falar apenas de julgamento. É também falar de esperança. Jesus prometeu estar com os seus até o fim desta era (Mateus 28:20).